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A PHYSIS NO PETAR

Dentro da filosofia de trabalho do Instituto Physis, que aposta nas vivências das pessoas entre si e com o meio, as cavernas do PETAR se mostram um local propício para a exposição a limites pessoais, sem desafios desnecessários nem competitividade, enfatizando o espírito de grupo.

  • Discussões em diferentes níveis, sempre adequadas ao público alvo (escolas, faculdades ou outros grupos), fornecem um panorama da região. São abordados os problemas sócio-ambientais do Parque e seu entorno e também questões específicas tais como: de que maneira se dá a formação de uma caverna? Como surgem as estalactites? Como vivem os animais na escuridão total?
    Todas as informações são passadas aos poucos, na medida em que a caverna nos apresenta seus mistérios, despertando, invariavelmente, a curiosidade do viajante. Tomando o cuidado de não priorizar o conteúdo, nem valorizar apenas a quantidade de informações transmitidas, são abordados também conceitos sobre o porquê da diversidade da mata atlântica, suas espécies ameaçadas de extinção, qual a importância da mata para as cavernas; o que significa a área natural do Petar para a comunidade local, etc.

  • Se, na ansiedade de conhecer o maior número de cavernas possível num curto espaço de tempo, repetíssemos nosso ritmo urbano e frenético, estaríamos na verdade, desperdiçando nosso precioso tempo de contato com a natureza. Para não correr este risco, foi planejada uma seqüência de atividades, que são dosadas de modo que cada um tenha tempo para "construir" sua própria caverna. Isto significa ter tempo para observar e contemplar.

  • Em todas as cavernas as atividades realizadas treinam a percepção e fazem as pessoas, aos poucos, sentirem-se parte daquele ambiente a princípio tão estranho. Não é raro ficarem tão à vontade a ponto de dormirem durante o relaxamento feito num salão de uma caverna, esquecendo o frio, o cansaço e a insegurança.

  • Enfim, o intuito da viagem é não se limitar apenas a admirar as belas paisagens da mata e os cenários exóticos de dentro da caverna. A intenção é gerar desconforto, não no sentido físico, que é inevitável, mas somente no sentido de provocar reflexões mais profundas sobre o modo de vida de cada um.

Para que estes objetivos sejam alcançados, os grupos formados são de no máximo dez pessoas por monitor.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO PETAR

A presença da Physis no Petar é extremamente intensa e ampla: desde 1991 até o momento (1º semestre de 2004) realizamos atividades de educação ambiental e ecoturismo com mais de 3000 pessoas na região em mais de 100 viagens. Em todas elas a busca por estratégias que atinjam os objetivos citados abaixo e no site quando fala sobre

educação ambiental e ecoturismo, foram perseguidos e aperfeiçoados constantemente. Afora isso, muitas atividades e preocupações paralelas com o Parque e com a região estão sempre presentes em nossa atuação que denominamos de ecoturismo participativo, tais como:

Curso para os monitores ambientais da região

  • Elaboração das placas sinalizadoras do Parque

  • Plantio de mudas nativas

  • Treinamento contínuo de equipe de educadores ambientais da Physis

  • 4 pesquisas científicas (graduação, pós, mestrado e doutorado) sendo feitas na área por pessoas da equipe da Physis além do apoio, orientação e estímulo a outras monografias com estudantes de diversas instituições que nos procuram

  • Participação de membros da equipe da Physis no grupo de voluntários do Petar

  • Artigos de divulgação de aspectos naturais e culturais do Petar em publicações científicas ou não. Entrevistas e material de base para várias mídias

  • Montagem de biblioteca/videoteca especializada

  • Curso gratuito para os monitores ambientais da região

  • Contato permanente com o Parque e a comunidade para discussão dos problemas que enfrentam

  • Ecoturismo responsável que serve de exemplo às agências e guias, além de denúncias sobre atitudes consideradas incorretas

  • Desenvolvimento do projeto Uniparque

  • Participação na organização das comemorações dos aniversários do Petar 40, 42 e 43 anos

  • Documentário cinematográfico (em fase de elaboração)

  • Participação ativa na formação do Grupo de Apoio à Elaboração do Plano de Manejo do PETAR para subsidiar com informações o Instituto Florestal- SP

Todos eles com apoio de voluntários da equipe da Physis, da comunidade do Petar, incluindo aí o apoio dos funcionários do Parque, dos monitores ambientais, da ASA - Associação Serrana Ambientalista e outras Associações da região, da Prefeitura e vereadores de Iporanga e Apiaí.

 

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