
Prateleiras - Pedra do Gigante (2.548m), Planalto do
Itatiaia. Foto: Zysman Neiman
ESTADOS BRASILEIROS
QUE ENVIARAM REPRESENTANTES
(em tons de azul):

APRESENTAÇÃO
O Ecoturismo constitui-se em atividade
geradora de uma cultura conservacionista e vetor para o desenvolvimento
sustentável. Adicionalmente, apresenta-se como uma opção
tecnicamente viável para a manutenção econômica dos recursos naturais e
culturais. No entanto, o estabelecimento de atividades de Ecoturismo
em Unidades de Conservação no Brasil, de forma geral, ainda não se
desenvolveu com base no planejamento detalhado e eficaz, tanto no que
diz respeito ao controle e mitigação dos impactos negativos, quanto no
fomento às atividades potenciais.
A complexidade dos fatores envolvidos, a
exigência de recursos humanos trans-disciplinares e os custos
financeiros e operacionais pertinentes, de modo geral, têm abordagens
sistemáticas e objetivas. Recentemente foi lançado pela Diretoria de
Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente "Diretrizes para
a visitação em Unidades de Conservação", e o Programa
Nacional de Estruturação de Uso Público em Parques Nacionais, com ações
para expandir a visitação de turistas brasileiros e estrangeiros aos
parques nacionais. A idéia é conceder à iniciativa privada licença para
investir e explorar o potencial turístico desses parques.
Esses documentos propõem o desenvolvimento
do turismo nessas áreas de forma compatível com um dos
principais objetivos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação
da Natureza (SNUC): a preservação da biodiversidade. O
governo entende que a atividade, cuja demanda vem crescendo a cada ano,
pode gerar recursos para a conservação da natureza nas
UCs e ainda potencializar o uso sustentável dos serviços
vinculados aos ecossistemas.Toda essa realidade clama por debates
técnicos e acadêmicos mais aprofundados.
No sentido de alavancar uma discussão
sobre os rumos dessa atividade em nosso país, o Instituto de Ecoturismo
do Brasil realizou seus Congressos Nacionais nos anos de 1996, 1997,
1998 e 2000. Estas foram as primeiras iniciativas de reunir
profissionais e praticantes para debates sobre o segmento. Na mesma
linha, em 2005, o Iº Encontro Interdisciplinar
de Ecoturismo em Unidades de Conservação · EcoUC,
promovido pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro · UERJ,
debateu o Uso Público das UC·s para atividades de Educação
Ambiental e Ecoturismo. Este Evento contou com a participação
de mais de 400 inscritos e a apresentação de 280 trabalhos
de pesquisa, constituindo-se num dos mais privilegiados espaços
para o debate dos temas referentes à Visitação
nas UC·s brasileiras.
Em Plenária Geral, ao final do Encontro,
foi definido que o IIº EcoUC se realizaria no Parque Nacional
do Itatiaia no ano de 2007, como homenagem pelos 70 anos que completou
este ano, e, assim, simbolicamente, o evento comemoraou o mesmo período da história das Unidades de
Conservação no Brasil.
É no intuito de retomar os
encaminhamentos dados em todos esses eventos anteriores, que o IIº Encontro
Interdisciplinar de Ecoturismo em Unidades de Conservação
se propôs a promover um amplo debate entre o poder público e privado,
as operadoras, as agências, ONGs e instituições
de ensino e pesquisa, principalmente no que tange a aplicação
do planejamento e manejo do Ecoturismo voltado a práticas de
mínimo impacto. Isto visou não somente avaliar o conhecimento
daqueles que trabalham em Unidades de Conservação, como
também promover uma relação espacial trans e interdisciplinar
de aprendizado sobre os vários aspectos do meio físico-biótico,
sócio-econômico e político das UCs.
A transferência e troca desses conhecimentos
foram de suma importância para que a análise e a prevenção
dos impactos pelo uso público se constituam em ferramenta imprescindível
para dar subsídio à manutenção das práticas
de preservação e ao planejamento estratégico de
atividades de lazer, interpretativas da natureza e de educação
ambiental, ligadas à conservação dos recursos naturais.
O
Instituto Physis, que Coordenou a Secretaria Executiva do Evento, é uma
ONG sem fins econômicos da área ambiental e, apesar de estar sediado
em São Paulo, aceitou o desafio de promover este importante encontro
nacional.
De
modo a ser coerente com sua missão institucional, o Physis compartilhou
com os participantes a preocupação com a simplicidade e coerência com
a questão ambiental, fazendo com que os valores filosóficos e éticos,
que são tão caro a todos nesse segmento, reflitissem em ações práticas
no Congresso e nas relações que se estabeleçam entre todos que possuiem
afinidades claras.
Para
isso contou com a paticipação dos Congressistas que:
1- Trouxeram canecas, cantis, o que foi necessário para minimizar a
produção de resíduos;
2- Trouxeram canetas, bolsas, pastas e blocos de anotações que tinham
em casa Tudo que não foi distribuido aos congressistas foi doado à
escola que nos recebeu.
3- Os resumos e artigos recebidos e aceitos foram distribuídos na forma
deste CD-Room e não em livro;
4- Os certificados (em papel recicldo) foram entregues no final do
evento com as informações de todas as atividades na qual cada
congressista participou (GTs, Mini-Cursos) no verso;
5- A organização do evento foi extremamente econômica, evitando o uso
de papel, de fax, de banners desnecessários e outros que geram lixo;
6- O evento teve apenas apoios pontuais (além dos Intitucionais), e não
esteve comprometido com nenhuma grande marca, pois não recebeu patrocínios
em dinheiro, o que trouxe liberdade e simplicidade que se refletiu nos
cafés, nos materiais, em tudo. A taxa de inscrição serviu para bancar
as despesas dos convidados e equipe de trabalho (que foi toda voluntária,
ou seja, sem nenhuma atividade remunerada, mas sem deixar de ser
profissional), e itens da organização que foram fundamentais para a
qualidade do evento.
Agradecemos portanto a todos, os principais contribuidores para a
realização do evento, a equipe da organização (mais de 40 pessoas) e
aos seguintes apoios:
- Prefeitura Municipal de Itatiaia: incentivo e apoio ao evento como um
todo, cessão dos espaços para o evento, toda infra estrutura do município
e equipamentos do evento, guias mirins, mudança de data da Feira da
Primavera, divulgação, impressão de folhetos, crachás e certificados
entre muitas outras coisas;
- Parque Nacional de Itatiaia: incentivo e apoio ao evento, cessão de
infra-estrutura para a equipe organizadora (alojamentos, centro de
visitantes, trilhas) e equipamentos;
-
Editora Manole: doação de livros para presentear os convidados e
impressão dos cartazes;
- Centro Universitário Senac - SP: confecção das pastas;
- Universidade Federal de Juiz de Fora: doação de canetas e blocos de
anotações aos congressistas, além de custear as despesas de alguns
coordenadores de alguns GTs;
- Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Turismo e ABETA: custeio
de despesas de coordenadores de alguns GTs;
- UFSCar, Instituto Vitae Civilis, e Ipá Ti-uá: cessão de alguns
equipamentos fundamentais para o evento;
- E todos os diversos apoios institucionais.
Esperamos que todos possam aproveitar dos
resumos e artigos aqui reproduzidos para o aperfeiçoamento do
Ecoturismo no Brasil.
Zysman
Neiman
Em
nome da Comissão Organizadora.