08 à 11 de Novembro de 2007 - ITATIAIA- RJ
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Prateleiras - Pedra do Gigante (2.548m), Planalto do Itatiaia. Foto: Zysman Neiman

 

ESTADOS BRASILEIROS QUE ENVIARAM REPRESENTANTES 

(em tons de azul):

APRESENTAÇÃO

O Ecoturismo constitui-se em atividade geradora de uma cultura conservacionista e vetor para o desenvolvimento sustentável. Adicionalmente, apresenta-se como uma opção tecnicamente viável para a manutenção econômica dos recursos naturais e culturais.  No entanto, o estabelecimento de atividades de Ecoturismo em Unidades de Conservação no Brasil, de forma geral, ainda não se desenvolveu com base no planejamento detalhado e eficaz, tanto no que diz respeito ao controle e mitigação dos impactos negativos, quanto no fomento às atividades potenciais.

A complexidade dos fatores envolvidos, a exigência de recursos humanos trans-disciplinares e os custos financeiros e operacionais pertinentes, de modo geral, têm abordagens sistemáticas e objetivas. Recentemente foi lançado pela Diretoria de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente "Diretrizes para a visitação em Unidades de Conservação", e o Programa Nacional de Estruturação de Uso Público em Parques Nacionais, com ações para expandir a visitação de turistas brasileiros e estrangeiros aos parques nacionais. A idéia é conceder à iniciativa privada licença para investir e explorar o potencial turístico desses parques.

Esses documentos propõem o desenvolvimento do turismo nessas áreas de forma compatível com um dos principais objetivos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC): a preservação da biodiversidade. O governo entende que a atividade, cuja demanda vem crescendo a cada ano, pode gerar recursos para a conservação da natureza nas UCs e ainda potencializar o uso sustentável dos serviços vinculados aos ecossistemas.Toda essa realidade clama por debates técnicos e acadêmicos mais aprofundados.

No sentido de alavancar uma discussão sobre os rumos dessa atividade em nosso país, o Instituto de Ecoturismo do Brasil realizou seus Congressos Nacionais nos anos de 1996, 1997, 1998 e 2000. Estas foram as primeiras iniciativas de reunir profissionais e praticantes para debates sobre o segmento. Na mesma linha, em 2005, o Iº Encontro Interdisciplinar de Ecoturismo em Unidades de Conservação · EcoUC, promovido pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro · UERJ, debateu o Uso Público das UC·s para atividades de Educação Ambiental e Ecoturismo. Este Evento contou com a participação de mais de 400 inscritos e a apresentação de 280 trabalhos de pesquisa, constituindo-se num dos mais privilegiados espaços para o debate dos temas referentes à Visitação nas UC·s brasileiras.

Em Plenária Geral, ao final do Encontro, foi definido que o IIº EcoUC se realizaria no Parque Nacional do Itatiaia no ano de 2007, como homenagem pelos 70 anos que completou este ano, e, assim, simbolicamente, o evento comemoraou o mesmo período da história das Unidades de Conservação no Brasil.

É no intuito de retomar os encaminhamentos dados em todos esses eventos anteriores, que o IIº Encontro Interdisciplinar de Ecoturismo em Unidades de Conservação se propôs a promover um amplo debate entre o poder público e privado, as operadoras, as agências, ONGs e instituições de ensino e pesquisa, principalmente no que tange a aplicação do planejamento e manejo do Ecoturismo voltado a práticas de mínimo impacto. Isto visou não somente avaliar o conhecimento daqueles que trabalham em Unidades de Conservação, como também promover uma relação espacial trans e interdisciplinar de aprendizado sobre os vários aspectos do meio físico-biótico, sócio-econômico e político das UCs.

A transferência e troca desses conhecimentos foram de suma importância para que a análise e a prevenção dos impactos pelo uso público se constituam em ferramenta imprescindível para dar subsídio à manutenção das práticas de preservação e ao planejamento estratégico de atividades de lazer, interpretativas da natureza e de educação ambiental, ligadas à conservação dos recursos naturais.

 

O Instituto Physis, que Coordenou a Secretaria Executiva do Evento, é uma ONG sem fins econômicos da área ambiental e, apesar de estar sediado em São Paulo, aceitou o desafio de promover este importante encontro nacional.

De modo a ser coerente com sua missão institucional, o Physis compartilhou com os participantes a preocupação com a simplicidade e coerência com a questão ambiental, fazendo com que os valores filosóficos e éticos, que são tão caro a todos nesse segmento, reflitissem em ações práticas no Congresso e nas relações que se estabeleçam entre todos que possuiem afinidades claras.

Para isso contou com a paticipação dos Congressistas que:

1- Trouxeram canecas, cantis, o que foi necessário para minimizar a produção de resíduos;
2- Trouxeram canetas, bolsas, pastas e blocos de anotações que tinham em casa Tudo que não foi distribuido aos congressistas foi doado à escola que nos recebeu.
3- Os resumos e artigos recebidos e aceitos foram distribuídos na forma deste CD-Room e não em livro;
4- Os certificados (em papel recicldo) foram entregues no final do evento com as informações de todas as atividades na qual cada congressista participou (GTs, Mini-Cursos) no verso;
5- A organização do evento foi extremamente econômica, evitando o uso de papel, de fax, de banners desnecessários e outros que geram lixo;
6- O evento teve apenas apoios pontuais (além dos Intitucionais), e não esteve comprometido com nenhuma grande marca, pois não recebeu patrocínios em dinheiro, o que trouxe liberdade e simplicidade que se refletiu nos cafés, nos materiais, em tudo. A taxa de inscrição serviu para bancar as despesas dos convidados e equipe de trabalho (que foi toda voluntária, ou seja, sem nenhuma atividade remunerada, mas sem deixar de ser profissional), e itens da organização que foram fundamentais para a qualidade do evento.

Agradecemos portanto a todos, os principais contribuidores para a realização do evento, a equipe da organização (mais de 40 pessoas) e aos seguintes apoios:
- Prefeitura Municipal de Itatiaia: incentivo e apoio ao evento como um todo, cessão dos espaços para o evento, toda infra estrutura do município e equipamentos do evento, guias mirins, mudança de data da Feira da Primavera, divulgação, impressão de folhetos, crachás e certificados entre muitas outras coisas;
- Parque Nacional de Itatiaia: incentivo e apoio ao evento, cessão de infra-estrutura para a equipe organizadora (alojamentos, centro de visitantes, trilhas) e equipamentos;

- Editora Manole: doação de livros para presentear os convidados e impressão dos cartazes;
- Centro Universitário Senac - SP: confecção das pastas;
- Universidade Federal de Juiz de Fora: doação de canetas e blocos de anotações aos congressistas, além de custear as despesas de alguns coordenadores de alguns GTs;
- Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Turismo e ABETA: custeio de despesas de coordenadores de alguns GTs;
- UFSCar, Instituto Vitae Civilis, e Ipá Ti-uá: cessão de alguns equipamentos fundamentais para o evento;
- E todos os diversos apoios institucionais.

Esperamos que todos possam aproveitar dos resumos e artigos aqui reproduzidos para o aperfeiçoamento do Ecoturismo no Brasil.

Zysman Neiman

Em nome da Comissão Organizadora.